Laudo aponta áreas próprias para banho em praias da capital

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) divulgou nessa semana um novo relatório de balneabilidade e classificou 17 pontos das praias da Grande São Luís como próprios para banho.

Para o laudo, foram coletadas e analisadas amostras de água de 22 pontos distribuídos nas praias de São Luís e trechos de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. De acordo com a Sema, apenas os trechos em frente à rampa de acesso à praia, lado direito do Praia Mar hotel, em frente ao Centro de Atendimento ao Banhista na Praça do Sol, situado na Praia Ponta d’Areia, na capital, e toda a extensão da Praia Olho d’Água, também em São Luís, estão impróprios para o banho.

De acordo com a Sema, as águas doces, salobras e salinas destinadas à balneabilidade (recreação de contato primário) terão sua condição avaliada nas categorias própria e imprópria. Além disso, a ocorrência de chuvas influencia negativamente na qualidade das águas das praias, considerando que ocorre maior carreamento de matéria orgânica oriunda da lavagem das vias públicas para os rios e, consequentemente, para os mares. Portanto, na ocorrência de chuvas, recomenda-se evitar a recreação nas 24h que as sucederem.

O monitoramento foi realizado no período de 7 de março a 4 de abril, integrando a série de acompanhamento semanal das condições de balneabilidade das praias da Ilha do Maranhão.

Science publica estudo maranhense sobre manguezais brasileiros

Um grupo de cientistas brasileiros teve uma publicação em uma das principais revistas científicas do mundo: A Science. Na carta, divulgada no dia 17 de março, 20 cientistas, incluindo vários do Maranhão, alertam para a necessidade de preservação dos manguezais do país no combate às mudanças climáticas.

O estudo relembra que o Brasil é o segundo país com maior área de manguezais no mundo, atrás apenas da Indonésia. O país também possui a maior área contínua de manguezais, que fica entre os litorais do Pará e do Maranhão. O ecossistema serve como segurança alimentar para peixes e aves, e ainda como um ‘sequestrador’ natural de gás carbônico.

“Nossa publicação tem por intuito chamar a atenção da comunidade internacional sobre a expressiva capacidade que os manguezais brasileiros possuem de sequestrar e armazenar CO2 (principal gás de efeito estufa de origem das atividades humanas). Esse armazenamento pode ser tanto na biomassa da vegetação, como em sua “lama” (o chamado solo indiscriminado de mangue)”, explica Denilson Bezerra, que é pesquisador do Departamento de Oceanografia e Limnologia da UFMA.

Cuidar das florestas, mas com foco nos manguezais

Segundo os cientistas, só os manguezais brasileiros coletam de 3% a 8% de todo carbono do planeta. Como solução, o grupo propõe que seja criado um programa governamental de monitoramento, com o uso de força policial, para evitar desmatamentos em áreas de mangues.

“Incluir os manguezais brasileiros na estratégia nacional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) pode se tornar o Brasil numa referência internacional no combate às mudanças climáticas. Também defendemos em nossa publicação, que o governo brasileiro crie e implemente um programa oficial de monitoramento contínuo de alterações de áreas de manguezais (como ocorre com a Amazônia e Cerrado, por exemplo), o que atualmente não existe”, afirma Denilson Bezerra.

Laudo aponta metais pesados na barragem em Godofredo Viana

Laudos de análise da água e do solo na comunidade de Aurizona, em Godofredo Viana, apontaram contaminação por metais pesados de 100 a mil vezes acima do máximo permitido. A região ainda sofre com as consequências de uma barragem de rejeitos que transbordou e gerou uma enxurrada que atingiu um rio e a estrada que dá acesso à comunidade.

O caso, ocorrido em março de 2021, gerou uma ação civil pública na Justiça Federal, com pedido de liminar, contra a empresa Mineração Aurizona (proprietária da Barragem) e o governo do Maranhão por causa do dano ambiental.

 pesquisa sobre a contaminação do solo e da água em Aurizona foi conduzida pela USP, Unicamp, e as Universidades Federais de Ouro Pedro e do Maranhão.

“Os perigos são muito grandes. A gente está falando de uma quantidade de metais tóxicos de boa parte da tabela periódica que podem gerar problemas desde infecções cutâneas, uma simples coceira, até problemas neurológicos. Todos esses metais tóxicos têm uma tendência e são associados a efeitos carcinogênicos”, afirmou Wlisses Nascimento, professor e pesquisador da UFMA.

A população local segue preocupada com as consequências da tragédia ambiental, que podem ser gravíssimas para a saúde.

Manifestação

O Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) representa cerca de 150 famílias que foram diretamente prejudicadas pelo rompimento da barragem em Aurizona. Com os laudos, o MAB deve formalizar denúncia aos órgãos competentes.

“O que a gente espera da SEMA, da Agência Nacional de Mineração, do Estado Brasileiro como um todo, os órgãos de Justiça, é que, ao ter acesso a esses laudos, possam de fato fazer uma intervenção necessária naquela região”, Dalila Calixto, coordenadora nacional do MAB.

O Comitê de Direitos Humanos da América Latina também já tomou conhecimento do caso. A região faz parte da Amazônia Legal e abriga muitas pessoas que tiram o sustento da natureza.

“A empresa tem muito dinheiro e suas operações são muito lucrativas, então não há razão não cumprir suas obrigações sociais, econômicas e de seguridade”, afirmou Rosalinda Fidalgo, que participa do Comitê.

A Secretaria do Meio Ambiente do Maranhão informou que acompanha as medidas de recuperação da área degradada e fiscaliza a redução dos impactos socioambientais ocasionados pelo rompimento da barragem. A SEMA disse também que foram lavrados autos de infração que totalizam mais de R$ 30 milhões em multas contra a empresa Equinox Gold.

Já a Secretaria de Direitos Humanos informou que realizou ação conjunta com diversas instituições, que resultou em um relatório que serviu para a instrução dos processos judiciais sobre o caso.

Maranhão possui apenas 30% de água potável na natureza, dizem especialistas

O Dia Mundial da água, comemorado neste 22 de março, é marcado por reflexões acerca do bom uso da água potável, despoluição dos mananciais e proteção das fontes no planeta.

No Maranhão, a data também traz à tona temas que são pouco discutidos no presente, mas que os cientistas já colocam como pautas recorrentes em um futuro próximo. A falta de recursos hídricos é um desses assuntos.

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De acordo com o professor e engenheiro sanitário e ambiental, Lúcio Macedo, em seu trabalho ‘Gestão das águas no Maranhão’, o estado possui hoje apenas 30% de água potável em suas bacias hidrográficas.

“O percentual de água potabilizável nas bacias hidrográficas dos rios Itapecuru, Mearim, Munin, Tocantins, Pindaré é de 30%. A poluição por esgotos e a cunha salina existentes nas bacias do Periá, Açailândia, Paruá e os rios da Ilha como o rio Anil, Bacanga, Pimenta, Calhau estão totalmente contaminados”, afirma Lúcio, que também é professor pela UFMA e UEMA.

Dentro da Ilha de São Luís, a forte poluição no rio Paciência também é apontado como um agravante para o abastecimento dos moradores. A bacia do Paciência, por exemplo, ainda é usada para consumo dos moradores.

“Outro exemplo é o caso do rio Pericumã, que é ainda utilizado como manancial para a cidade de Pinheiro, mas sofre influência da baia de São Marcos”, declara o pesquisador.

Apesar de recorrente, a capital maranhense, segundo os especialistas, não deveria sofrer tanto com escassez de água, pois, mesmo com o atual número populacional, de mais de 1 milhão de pessoas, há na ilha 11 bacias hidrográficas: Anil, Bacanga, Tibiri, Paciência, Inhaúma, Praias, Santo Antonio, Estiva, Geniparana, Cachorros e Itaqui.

Dentro dessas bacias estão ao menos nove rios, sendo a maioria de pequeno porte e que desaguam em diversas direções, abrangendo dunas e praias. Os maiores são o rio Anil, com 12.63km de extensão; e Bacanga com 233,84 quilômetros.

Causas

Para os pesquisadores, a urbanização desenfreada em São Luís sem um plano diretor ocasiona há anos um desequilíbrio no uso da água disponível na natureza. Por outro lado, a poluição eliminou as possíveis alternativas que a população teria para o próprio abastecimento. Atualmente, não há sequer um rio completamente limpo na capital maranhense.

“O processo de ocupação do solo da Ilha vem sendo desencadeado sem obediência a um plano de gestão ambiental ou aos critérios e normas de um plano diretor, agravando o quadro de degradação das bacias e colocando em risco os ecossistemas costeiros, incluindo os mananciais que abastecem a região”, apontou o pesquisador Sérgio Barreto de Sousa, em seu trabalho ‘Recursos Hídricos da Ilha do Maranhão, de 1997.

Dia da Água: Recursos hídricos são mal aproveitados em São Luís

Comemorado nesta terça-feira (22), o Dia da Água foi criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de conscientizar a população para a necessidade de conservar esta fonte de vida existente no planeta Terra.

Entretanto, segundo especialistas, os recursos hídricos não vêm sendo bem aproveitados, o que tem causado preocupação.

Em São Luís, alguns rios como Anil, Bacanga, Paciência, Tibiri, Geniparana, Santo Antônio e dos Cachorros, considerados os principais da Ilha de São Luís, têm sofridos drasticamente a queda na sua conservação.

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O professor de Geografia Física da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), geógrafo, mestre em Sustentabilidade e Biotecnologia, Luiz Jorge Dias, explica que isso é causado por fatores externos que acabam colaborando para a manutenção da poluição dos mesmos.

“A conservação dos nossos rios têm diminuído drasticamente em função das pressões, dos processos relacionados ao uso e ocupação dos espaços disponíveis. O que significa isso? É o avanço cada vez maior das habitações, das infraestruturas urbanas em direção as áreas de preservação permanentes que são as margens dos nossos rios como também tem avançado para elas a dejeção para essas margens de rios, a dejeção de esgotos, de águas servidas, o que tem proporcionado, não vou dizer um aumento, mas a manutenção dos índices de poluição dos mesmos”, disse.

O pesquisador ressalta que estratégias precisam ser tomadas para que haja uma conservação dos rios. Uma delas é o controle urbanístico das margens dos rios, por meio da fiscalização e monitoramento da ocupação desses espaços às margens dos rios.

“O primeiro ponto é que para todo e qualquer tipo de recuperação dos nossos rios tem que ser considerada a legislação em vigor. Ou seja, urbanisticamente é necessário que haja uma fiscalização, monitoramento e um controle dos processos ocupacionais no entorno dos rios e consequentemente aquelas áreas que não estejam adequadas segundo a legislação elas precisam ser de fato corrigidas e isso leva em consideração um processo amplo de regularização fundiária”, explica.

Foto: Divulgação

Grande São Luís: Nove trechos de praias estão impróprios para o banho

Na orla da Grande São Luís há nove pontos de praia impróprios para o banho, é o que aponta o laudo mais recente, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) na última sexta-feira.

O laudo refere-se à ação de monitoramento realizada no período de 10 de janeiro a 7 de fevereiro e faz parte do acompanhamento semanal das condições de balneabilidade das praias da Ilha do Maranhão realizado pela Sema.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, foram coletadas e analisadas amostras de água de 22 pontos distribuídos nas praias de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Desses pontos, 9 estão impróprios e 13 estão próprios para serem utilizados pelos banhistas.

Em São Luís, os pontos de poluição se encontram na:

Praia de São Marcos – na extensão que fica situada em frente ao prédio verde com o Heliporto e em frente à Banca de Jornal da Praça de Alimentação da avenida Litorânea.

Praia do Calhau – em toda a sua extensão

Praia Olho d’Água – a poluição se encontra em frente à descida da rua São Geraldo

Em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís, os banhistas deverão evitar o banho na praia do Meio, pois ela está com toda a sua extensão comprometida pela poluição.

Na Praia Olho de Porco, em Paço do Lumiar, também na Região Metropolitana da capital, o ponto poluído está em frente ao Las Vegas Bar e Restaurante.

Segundo a Sema, essa análise é realizada todo mês e a ocorrência de chuvas influencia negativamente na qualidade das águas das praias, considerando que ocorre maior carreamento de matéria orgânica oriunda da lavagem das vias públicas para os rios e, consequentemente, para os mares.

A recomendação dos especialistas é de que os banhistas não devem entrar ao mar durante o período em que a água estiver poluída, para evitar o contágio de doenças.

Oito pontos estão impróprios para o banho na Grande São Luís, diz laudo

O novo laudo divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), mostra que oito pontos estão impróprios para o banho, na Grande São Luís. Foram coletadas e analisadas amostras de água de 22 pontos distribuídos nas praias de São Luís e trechos de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

Na capital, os pontos de poluição se encontram nas praias São Marcos na extensão que fica situada em frente ao prédio verde com o Heliporto e em frente à Banca de Jornal da Praça de alimentação da Avenida Litorânea. Na praia Calhau toda a sua extensão está poluída e na Praia Olho d’Água a poluição se encontra em frente à descida da rua São Geraldo.

Já em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís, os banhistas deverão evitar o banho na praia do Meio, pois ela está com toda a sua extensão comprometida pela poluição. Na Praia Olho de Porco, em Paço do Lumiar, também na Região Metropolitana da capital, o ponto poluído está em frente ao Las Vegas Bar e Restaurante.

Segundo a Sema, essa análise é realizada todo mês e a ocorrência de chuvas influencia negativamente na qualidade das águas das praias, considerando que ocorre maior carreamento de matéria orgânica oriunda da lavagem das vias públicas para os rios e, consequentemente, para os mares.

A recomendação de quem faz estas análises e também de estudiosos no assunto é de que o banhistas não devem entrar ao mar durante o período em que a água estiver poluída a fim de evitar o contágio de doenças.

Baleia Cachalote é encontrada morta no litoral de Porto Rico do Maranhão

Uma baleia da espécie Cachalote foi encontrada morta na praia do Biribá, no litoral de Porto Rico do Maranhão, cidade localizada a 222 km de São Luís.

A suspeita é que a baleia tenha ficado encalhada ao passar por um canal da região. Uma equipe da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) está no local para a coleta do material genético do animal e investigar as causas da morte.

A Secretaria Municipal de Porto Rico do Maranhão afirma que já informou sobre o ocorrido ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O descarte do animal deve ser feito em breve, seguindo recomendações do órgão.

A espécie da baleia é considerado o maior mamífero com dentes da terra, podendo alcançar até 20 metros e pesar até 45 toneladas.

Laudo aponta 14 pontos impróprios para banho em praias da Grande São Luís

O novo laudo divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) mostra que 14 pontos estão impróprios para o banho na Grande São Luís. O laudo refere-se à ação de monitoramento realizada no período de 28 de dezembro de 2021 a 25 de janeiro de 2022 e integra a série de acompanhamento semanal das condições de balneabilidade das praias da Ilha do Maranhão.

De acordo com a Sema, foram coletadas e analisadas amostras de água de 22 pontos distribuídos nas praias de São Luís e trechos de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

Na capital, os pontos de poluição se encontram nas praias Ponta do Farol no trecho que compreende entre em frente ao Farol e Forte de São Marcos; São Marcos em frente ao prédio verde com o Heliporto e Em frente à Banca de Jornal da Praça de alimentação da Avenida Litorânea; toda a extensão da Praia Calhau e Olho d’Água.

Toda a extensão da Praia do Meio, em São José de Ribamar e a a extensão que compreende a Praia do Araçagy, também em São José de Ribamar. Na Praia Olho de Porco, em Paço do Lumiar, na extensão situada em frente ao Las Vegas Bar e Restaurante.

Segundo a Sema, essa análise é realizada todo mês e a ocorrência de chuvas influencia negativamente na qualidade das águas das praias, considerando que ocorre maior carreamento de matéria orgânica oriunda da lavagem das vias públicas para os rios e, consequentemente, para os mares.

A recomendação de quem faz estas análises e também de estudiosos no assunto é de que o banhistas não devem entrar ao mar durante o período em que a água estiver poluída a fim de evitar o contágio de doenças.

floresta Amazônica

Governo Federal recua e cancela autorizações de garimpo na Amazônia

O ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), cancelou a autorização de sete projetos de pesquisa de ouro em áreas de preservação na Amazônia. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

A nova decisão acontece após o Ministério Público (MP) da Amazônia instaurar um procedimento para apurar, investigar e fiscalizar as autorizações dadas pelo ministro. Esses projetos teria um grande risco socioambiental, pois poderia abrir caminho para a mineração em terras indígenas.

O ministro havia dado o aval para os projetos de garimpo na região de São Gabriel da Cachoeira, cidade com a maior concentração indígena do Brasil, com mais de 23 etnias.

As autorizações foram cassadas pelo MP após manifestações da Agência Nacional de Mineiração, Funai, e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.