Juliette vibra ao conhecer Camila Cabello no Coachella

Juliette acompanhou a estreia de Anitta no Coachella no último final de semana daqui do Brasil, mas fez questão de estar presente na segunda apresentação da cantora, que aconteceu na sexta-feira (22). Durante a passagem pelo festival, a ex-BBB ainda teve a oportunidade de conhecer Camila Cabello.

A cantora, que recentemente lançou seu terceiro álbum solo, “Familia”, também prestigiou a segunda apresentação de Anitta no Coachella. Nos bastidores, as três ainda aproveitaram para tirar fotos e gravar um vídeo ao som de “Gata”, do novo álbum da funkeira, “Versions of Me”.

Além de trazer todos os sucesso da carreira da cantora, o show de Anitta no Coachella, apelidado pelos fãs de “Anichella”, levou elementos culturais brasileiros para Palm Springs, na Califórnia (EUA): além do funk, teve também a bossa nova, a capoeira, o carnaval e, especialmente, a favela.

Em sua primeira apresentação no festival, a cantora chamou Snoop Dogg, Diplo e Saweetie para acompanhá-la em algumas das músicas. Nas redes sociais, famosos e fãs só tinham elogios para a apresentação: “Nós temos muito orgulho de você. Vai, malandra, o mundo é teu!”, escreveu Juliette em seu Twitter.

Rayssa Leal conquista título inédito no skate street do X Games

A jovem brasileira Rayssa Leal, subiu pela primeira vez no pódio do X Games, e logo no lugar mais alto, com o ouro no peito, ela segue consolidando seu nome como um dos maiores do mundo no skate street. Na madrugada do domingo (24), em Chiba, no Japão, a medalhista de prata nas Olimpíadas de Tóquio garantiu mais uma medalha inédita.

A atleta já havia participado do X Games em 2019, da etapa de Mineápolis, nos Estados Unidos, terminando em quarto lugar na ocasião. Desta vez, depois de se classificar na terceira posição, Rayssa superou as japonesas Yumeka Oda e Funa Nakayama para conquistar o primeiro lugar.

Funa Nakayama terminou com a prata, e o bronze ficou com a australiana Chloe Covell. Outras brasileiras na prova, Pamela Rosa encerrou em sexto lugar, e Gabriela Mazetto foi a sétima colocada no skate street feminino do X Games, maior competição de esportes radicais do mundo.

“Minha primeira medalha no X Games é douradinha. Mais uma medalha do Japão pro Brasil. Obrigada pela torcida galerinha”, escreveu Rayssa no Twitter ao fim da prova.

Science publica estudo maranhense sobre manguezais brasileiros

Um grupo de cientistas brasileiros teve uma publicação em uma das principais revistas científicas do mundo: A Science. Na carta, divulgada no dia 17 de março, 20 cientistas, incluindo vários do Maranhão, alertam para a necessidade de preservação dos manguezais do país no combate às mudanças climáticas.

O estudo relembra que o Brasil é o segundo país com maior área de manguezais no mundo, atrás apenas da Indonésia. O país também possui a maior área contínua de manguezais, que fica entre os litorais do Pará e do Maranhão. O ecossistema serve como segurança alimentar para peixes e aves, e ainda como um ‘sequestrador’ natural de gás carbônico.

“Nossa publicação tem por intuito chamar a atenção da comunidade internacional sobre a expressiva capacidade que os manguezais brasileiros possuem de sequestrar e armazenar CO2 (principal gás de efeito estufa de origem das atividades humanas). Esse armazenamento pode ser tanto na biomassa da vegetação, como em sua “lama” (o chamado solo indiscriminado de mangue)”, explica Denilson Bezerra, que é pesquisador do Departamento de Oceanografia e Limnologia da UFMA.

Cuidar das florestas, mas com foco nos manguezais

Segundo os cientistas, só os manguezais brasileiros coletam de 3% a 8% de todo carbono do planeta. Como solução, o grupo propõe que seja criado um programa governamental de monitoramento, com o uso de força policial, para evitar desmatamentos em áreas de mangues.

“Incluir os manguezais brasileiros na estratégia nacional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) pode se tornar o Brasil numa referência internacional no combate às mudanças climáticas. Também defendemos em nossa publicação, que o governo brasileiro crie e implemente um programa oficial de monitoramento contínuo de alterações de áreas de manguezais (como ocorre com a Amazônia e Cerrado, por exemplo), o que atualmente não existe”, afirma Denilson Bezerra.

Rússia bombardeia escola que abrigava 400 pessoas na Ucrânia

Forças russas bombardearam uma escola de arte na cidade ucraniana de Mariupol, cercada pela Rússia, disse o conselho municipal da cidade, neste domingo (20). De acordo com os ucranianos, 400 pessoas estariam abrigadas na escola. Não havia informações sobre o número de vítimas do ataque, mas o prédio teria sido destruído e haveria pessoas sob os escombros. Hoje, o conflito entre os dois países chega ao 25º dia.

Mensagem divulgada nos canais oficiais do conselho, no Telegram, informa que mulheres, crianças e idosos estavam abrigados na escola de arte. A mensagem ainda acusa os russos de crimes de guerra, seguindo a linha do discurso do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Ele disse que o cerco a Mariupol “entraria para história pelos crimes de guerra cometidos”.

A Rússia diz ter usado, pela primeira vez, mísseis hipersônicos Kinzhal. O ataque, de acordo a agência estatal, teve o propósito de destruir um local de armazenamento de armas no oeste da Ucrânia. Porta-voz do exército ucraniano confirmou o ataque ao depósito, mas não o tipo de míssil usado.

Os mísseis hipersônicos Kinzhal  são mais destrutivos que os comuns. Têm capacidade de atingir alvos a 2 mil quilômetros de distância. Além disso, atingem velocidade dez vezes maior que a do som e viajam a seis mil quilômetros por hora.

Rússia vaza planos de negociação para gerar crise, diz Ucrânia

A quarta semana da invasão russa ao território ucraniano começou com os dois países trocando críticas a respeito das negociações para o fim do conflito. A divulgação de um suposto plano de paz, nesta quinta-feira (17), gerou irritações em autoridades ucranianas.

“Os russos estão fazendo tentativas informativas ativas para desestabilizar a opinião pública em nosso país. Provocar conflitos internos”, disse hoje Mykhailo Podolyak, negociador ucraniano e conselheiro presidencial. A Rússia disse que tem colocado uma energia colossal nas negociações. A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) disse que pode interferir no conflito. Para a França, os russos “fingem” negociar com a Ucrânia.

A guerra entra hoje em seu 22º dia com novos ataques à capital da Ucrânia, Kiev, e com o governo ainda avaliando a situação na cidade portuária de Mariupol, que teve bombardeado um teatro que abrigava civis com a palavra “criança” escrita do lado de fora; detalhes sobre o ocorrido ainda não estão claros e autoridades ucranianas falam em sobreviventes.

Também nesta quinta, o governo ucraniano conseguiu liberar corredores humanitários para evacuação. Cerca de 3,2 milhões de pessoas já deixaram a Ucrânia, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Ucrânia diz estar em guerra e nega neutralidade à Rússia

A Rússia disse que a “neutralidade” da Ucrânia poderia ser uma saída para o conflito entre os dois países. Essa posição, porém, é descartada pelo governo de Volodymyr Zelensky. Nesta quarta-feira (16), os dois países terão o terceiro dia seguido de negociações a respeito do conflito.

O porta-voz russo, Dmitri Peskov, disse que os negociadores conversam sobre um compromisso para a neutralidade da Ucrânia que tenha como modelo a Suécia e a Áustria. Mykhailo Podolyak, negociador ucraniano e conselheiro presidencial, rejeitou essa possibilidade. “A Ucrânia está agora em estado de guerra direta com a Rússia. Portanto, o modelo só pode ser ucraniano e apenas sobre garantias de segurança legalmente verificadas”.

A invasão russa ao território ucraniano chegou ao 21º dia, com novos ataques pelo país, inclusive a capital, Kiev. Nesta quarta, o governo ucraniano disse que não abriu corredores humanitários para evacuação, alegando que não recebeu resposta das propostas de rotas enviadas à Cruz Vermelha. Dessa forma, a Ucrânia diz que não conseguiria transportar as pessoas com segurança. A Organização das Nações Unidas (ON) estima que a invasão russa irá colocar 90% dos ucranianos para baixo da linha da pobreza.

Em meio a novas conversas com a Rússia, Ucrânia vê ataque a Kiev

As delegações de Rússia e Ucrânia iniciaram, na manhã desta segunda-feira (14), uma nova reunião para tratar sobre a invasão russa ao território ucraniano. Assessor da presidência da Ucrânia, Mikhailo Podolyak disse, em mensagem publicada em sua página no Twitter, que as conversas são por “paz, cessar-fogo, retirada imediata das tropas e garantias de segurança”.

Apesar dos diálogos, novos ataques foram registrados pelo país nesta segunda-feira, inclusive na capital ucraniana, Kiev. Um prédio foi atingido nesta manhã, com registro de morte e feridos. A região da capital terá toque de recolher entre a noite de hoje e a manhã de terça-feira.

Hoje, o conflito na Ucrânia chega ao 19º dia, com o governo ucraniano fazendo mais corredores para evacuação de pessoas e envio de suprimentos a regiões afetadas pela ação de forças russas. Em áreas dominadas por separatistas, como Donetsk, também há registros de ataques.

Nova reunião

Representantes de Ucrânia e Rússia fazem uma nova rodada de conversas nesta manhã em formato virtual. Esta é a quarta rodada de debates. “A comunicação está sendo realizada, mas é difícil”, escreveu Podolyak.

Ele disse que, “embora a Rússia perceba o absurdo de suas ações agressivas, ainda tem a ilusão de que 19 dias de violência contra cidades pacíficas é a estratégia certa”. Para Podolyak, “a razão para a discórdia são sistemas políticos muito diferentes”.

Ucranianos pedem libertação de prefeito; guerra chega ao 17º dia

Cerca de dois mil ucranianos protestaram em Melitopol, a 700 quilômetros da capital do país, pela libertação do prefeito da cidade, Ivan Fedorov. O governo da Ucrânia acusou a Rússia de tê-lo sequestrado. Neste sábado (12), a invasão da Rússia ao território ucraniano completa 17 dias.

A região de Kiev foi um dos pontos de ataque das forças russas. Um aeródromo em Vasylkiv, a 40 quilômetros de Kiev, foi atacado por mísseis hoje. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, disse que “a capital, perto da qual os combates continuam, está se preparando para a defesa”.

Órgãos governamentais e o serviço de emergências da Ucrânia relataram ataques a um armazém de produtos congelados e a um depósito de petróleo em cidades próximas à capital. Em Chernihiv, 150 quilômetros ao norte de Kiev, ataques deixaram a cidade sem eletricidade.

O governo ucraniano divulgou 14 corredores para evacuação nesta manhã. Os trajetos também são utilizados para levar suprimentos para as regiões afetadas por ataques.

Mulheres caminham em meio a destroços de prédios residenciais destruídos por bombardeio durante invasão da Ucrânia pela Rússia 2/3/2022 REUTERS/Viacheslav Ratynskyi

Ucrânia diz reter ofensiva russa em todas as direções

A Ucrânia amanheceu, nesta sexta-feira (11), com uma série de ataques das forças russas pelo país. Bombardeios atingiram cidades em diversos pontos do país. Em Dnipro e Lutsk, há relato de mortes. Segundo o governo ucraniano, suas defesas “estão repelindo e retendo a ofensiva das Forças Armadas russas em todas as direções”.

A invasão da Rússia ao território ucraniano chega hoje ao seu 16º dia com a atenção focada para a movimentação russa no entorno da capital, Kiev. Hoje, o presidente russo, Vladimir Putin —que disse ver “mudanças positivas” nas negociações com os ucranianos—, ordenou que seu Exército facilite o envio de combatentes “voluntários”, incluindo sírios, para a Ucrânia.

Segundo o presidente, a medida seria uma resposta à chegada ao país vizinho de “mercenários” de países ocidentais. Nesta manhã, o governo ucraniano anunciou a abertura de rotas de evacuação em corredores humanitários pelo país.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), mais de 2,5 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro. A Ucrânia diz que o número de mortes de civis no conflito supera o de perdas militares; segundo o governo, até a manhã de hoje, 78 crianças foram mortas. A ONU cita a possibilidade de a Rússia estar cometendo crimes de guerra.

Em mais uma reunião, Rússia e Ucrânia saem sem acordo

O encontro entre os ministros das Relações Exteriores de Ucrânia e Rússia, realizado nesta quinta-feira (10), na Turquia, terminou sem progresso. A reunião tratou da invasão russa ao território ucraniano, que hoje chega a seu 15º dia com registros de novos bombardeios, como na cidade portuária de Mariupol, que foi atacada durante a realização da reunião entre as autoridades, segundo os ucranianos.

Os ministros russo, Serguei Lavrov, e ucraniano, Dmytro Kuleba, tiveram um encontro de cerca de uma hora e meia, que tinha o objetivo de alcançar um cessar-fogo, segundo a diplomacia turca, organizadora da reunião. Segundo Kuleba, não houve progresso sobre esse ponto.

O ministro ucraniano relatou que foi proposto um corredor em Mariupol e um cessar-fogo por pelo menos 24 horas para resolver os problemas humanitários dos civis. O lado russo não concordou, segundo o ucraniano. Kuleba disse que estava pronto para continuar as negociações.

Segundo ele, a Rússia reafirmou hoje que o cessar-fogo é possível se a Ucrânia cumprir as condições apresentadas pelo presidente russo, Vladimir Putin —que hoje sofreu pressão de França e Alemanha pelo cessar-fogo. O ministro disse que continuará na busca por soluções diplomáticas.

Lavrov, por sua vez, disse que a reunião serviu para confirmar que a Rússia “não tem alternativas” e ainda salientou que encontros como o desta quinta-feira “não podem ser usados para substituir as negociações principais” em Belarus, onde já ocorreram três rodadas de conversas com pouco avanço.

“Nós não atacamos a Ucrânia. Criou-se uma situação que era uma ameaça para Moscou, fizemos vários apelos, mas ninguém nos escutou”, declarou o russo. Segundo Lavrov, a assim chamada “operação especial”, como os russo classificam a invasão, está seguindo os planos, e o objetivo da Rússia é que a Ucrânia seja “neutra”.